Entre os trancos e barrancos, a MTV tem cada vez mais acertado a mão em suas séries – sempre engraçadas, leves, adolescentes, transbordando humor negro, com inúmeras referências da atualidade e delicadas pitadas de drama. Essa tem sido a fórmula para o sucesso de suas séries até agora; mas quando anunciada, Finding Carter, uma série que uniria o humor juvenil que só a emissora sabe fazer, com o drama que assombra a diversas famílias norte-americanas, isso com certeza despertou a minha atenção. Finding Carter narra a historia de Carter Stevens, ou melhor, Linden Wilson, que fora raptada de sua família biológica e criada por sua sequestradora desde os 3 anos de idade, e agora precisa adaptar-se a uma vida completamente diferente. A premissa da série é realmente interessante: Carter vivia em uma mentira, mas mesmo assim, possuía tudo que uma adolescente deseja, muitos amigos, muita farra, uma mãe que a ama; mas após ser introduzida a esse novo lar, precisa aprender a lidar com os temores, as mentiras e as desconfianças dos Wilsons.
Partindo dessa ideia, Finding Carter consegue ser diferente, mas ao mesmo tempo igual a tudo que a MTV vem fazendo. Por ser uma série dramática, seus momentos de humor ficam por conta de uma sobrecarga de sarcasmo e humor politicamente incorreto. Mas a semelhança com suas irmãs Awkward e Faking It, ficam por conta da fórmula mágica, em que os produtores da rede possuem para abordar assuntos polêmicos com total despretensão, algo que no projeto inicial da série, que seria pela ABC Family – rede responsável por Pretty Little Liars, entre outras -, talvez não conseguiria com tanta eficiência.
Assim como nas séries anteriores, em Finding Carter é fácil simpatizar com seus personagens e em pouco tempo criar uma ligação com eles. Sentir a “confusão” de Carter foi algo natural nesses primeiros episódios, que é uma consequência do bom elenco que a série possuí – interpretada por Kathryn Prescott da segunda geração de Skins, Carter se vê divida entre uma mãe “bandida” a qual sempre lhe deu amor e carinho, e a uma mãe policial e gélida. Vendo por esse lado, é compreensível o desejo da garota em querer sua antiga vida de volta, o que coloca o telespectador na posição de Advogado do Diabo.
A série ainda está em passos de bebê, encaixando seus personagens – verdadeiramente carismáticos e ao mesmo tempo enigmáticos, como o irmão de Carter, Grant, que de tão fofo merecia uma série só pra ele-, e esclarecendo sua trama; mas o episódio Piloto e o The Birds (ambos transmitidos em sua estréia) já foram o suficiente para estabelecer o seu potencial, e baseando-se neles, é simples prever a possível qualidade do resto da temporada.
(Por: http://portalcaneca.com.br/)
Finding Carter - Primeiras impressões.
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